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Orientações à arbitragem

Senhores árbitros, técnicos e atletas,

Venho através desta compartilhar as orientações recebidas na recente atualização realizada no Camping Olímpico Aguascalientes, México, 16 a 19 de março, para o melhor preparo e desenvolvimento do seu treinamento.


Atuação dos técnicos:

• Um técnico pode solicitar kyongo para o oponente por saída da linha limite e quedas nas solicitações de VR.

• O técnico pode pedir invalidação para qualquer kyongo ou gamjeon aplicado como punição ao seu próprio atleta. O técnico tem que especificar qual kyongo deseja invalidar. 
Por exemplo: Técnico do azul pode solicitar VR para invalidar o kyongo dado ao seu atleta por queda. Quando o VR analisa o video, verifica que o competidor vermelho empurra causando a queda do azul. Com esta constatação o VR aceita a solicitação e ordena que o árbitro invalide o kyongo dado ao competidor azul, porém ele não pode penalizar o vermelho, mesmo que seja bem claro a ação irregular.
Orientação à arbitragem: Por conta desta situação, o árbitro deve estar atento para detectar e punir prontamente as ações irregulares dos competidores.

• Um técnico não pode solicitar invalidação de pontos do oponente por eles terem sido obtidos por meio de ações ilegais como segurar ou empurrar. O árbitro deve estar atento para detectar essas ações ilegais, invalidar os pontos e aplicar o kyongo. 
Por exemplo: competidor azul agarra o vermelho e pontua com um soco. O árbitro deve invalidar o ponto e dar um kyongo para azul.

• Um técnico pode solicitar VR para invalidar um chute na face (3/4 pontos) depois que os juízes se levantam e orientam o árbitro a adicionar esta pontuação. O técnico deverá indicar o motivo da invalidação como “Não houve contato” ou “Não houve toque”.

• O técnico não pode contestar pontuação marcada pelo capacete eletrônico. Essa diretriz segue o mesmo princípio da pontuação do colete eletrônico. Se um técnico solicita 3/4 pontos ou invalidação de 3/4 pontos por chute na “cabeça” o árbitro recolherá o cartão. A solicitação correta é 3 ou 4 pontos por chute na face.

• Se um chute na face (3/4 pontos) é computado para o atleta errado, o técnico pode solicitar o VR por causa do erro dos juízes.

• Se o árbitro aplica um kyongo para um atleta, e esquece de invalidar pontos obtidos por esta ação ilegal, os juízes devem se levantar e solicitar um meeting para lembrar o árbitro de invalidar os pontos. Caso essa atitude não seja tomada pelos juízes, o técnico do adversário pode solicitar o VR para invalidar os pontos. Por exemplo: azul agarra e chuta a cabeça de competidor vermelho obtendo 3 pontos. O árbitro dá um kyongo por agarrar, mas esquece de invalidar os 3 pontos. Nessa situação os juízes devem erguer a mão e solicitar um meeting para lembrar o árbitro de invalidar os 3 pontos. Caso isso não ocorra, o técnico pode solicitar o VR para invalidar os 3 pontos obtidos por agarrar.

• Pontos extras: Os juízes deverão se levantar com o braço direito elevado para indicar os pontos extras, se eles observarem que os mesmos não foram computados. Para indicar um ponto extra eleva-se o dedo indicador, para indicar dois pontos extras eleva-se os dedos indicador e médio. O árbitro deverá confirmar com ao menos dois juízes para acrescentar a pontuação. A indicação dos pontos extras é feita no mesmo lugar onde os juízes se encontram sem a necessidade do meeting. Antes de indicar quantos pontos serão acrescidos os juízes devem indicar qual dos atletas deve receber essa pontuação. Caso esse procedimento não seja aplicado, o técnico pode solicitar o VR para acrescentar os pontos extras.


Atuação dos árbitros e juízes:

• Para evitar confusões quanto às penalidades aplicadas, tanto para técnicos, quanto para competidores, o árbitro deverá demonstrar com gestos de mão as penalidades dadas pelos seguintes atos: a) ultrapassar a linha limite, b) empurrar, c) segurar/agarrar e d) evitando o combate. 
Por exemplo: O técnico do azul pode solicitar um VR para punir o competidor vermelho por ter ultrapassado a linha limite, porém o árbitro puniu o azul com um kyongo e mostra o gesto de empurrar. O técnico vai compreender que o competidor vermelho ultrapassou a linha limite, mas por conta de um empurrão dado por seu atleta e não fará a solicitação equivocada, mantendo seu cartão.

• Na situação onde ocorre um forte impacto, por conta de um chute, na cabeça do competidor azul e pontos não são marcados pelo capacete eletrônico, o árbitro deve abrir a contagem até 8 para verificar a condição do atleta. Verificando que ele esta em condições de continuar no combate, ordenará ao registrador a suspensão do tempo com o comando “shigan”, em seguida o árbitro deverá sacar o cartão vermelho e solicitar a revisão de video com o comando “Hong Video Review”. O VR aceitará a solicitação se verificado que a técnica foi legal, e o árbitro ordenará a adição de 3 ou 4 pontos para o vermelho. 
Se o competidor azul for levado a nocaute, o árbitro contará até 10, solicitará a revisão de vídeo com o comando “Hong Video Review”. Uma vez constatado que a técnica aplicada foi legal, o árbitro ordenará a inclusão dos 3 ou 4 pontos e declarará o competidor vermelho vencedor por “RSC” (suspensão do combate ordenado pelo árbitro).
Se o VR rejeitar a solicitação de revisão de vídeo do árbitro porque a técnica aplicada foi ilegal (Por exemplo:canelada), o árbitro declarará o competidor vermelho vencedor por “WDR” (desistência).

• Se o árbitro tem convicção que os 3 ou 4 pontos foram obtidos por meio de ação ilegal, ele não abrirá contagem e solicitará atendimento médico com o comando “kye-shi”.
Se a ação ilegal é passível de punição com kyongo, o árbitro deverá invalidar os 3 ou 4 pontos e punir o atleta infrator com kyongo imediatamente. Se o competidor nocauteado não puder prosseguir, o outro competidor será declarado vencedor por “WDR” (Desistência).
Se a ação ilegal é passível de Gam jeon, o árbitro deverá aguardar 30 segundos para aplicar a falta. Se o médico oficial do evento disser que o competidor ferido não pode prosseguir, o competidor ferido será declarado vencedor por “PUN” (Declaração punitiva dada pelo árbitro).

• Se a solicitação de revisão de vídeo, feita pelo técnico, não se enquadrar em uma das previsões das regras, o árbitro deve se dirigir ao centro da quadra em posse do cartão, guarda-lo no bolso, indicar a rejeição da solicitação por meio de gesto específico (mãos cruzadas em formato de X), e logo depois que se encerrar o round informar qual o motivo da rejeição do cartão para o VR.

• Os juízes ao marcarem os pontos devem estar atentos se estes não foram obtidos por meio de alguma ação ilegal como empurrar, agarrar ou segurar. Se uma ação ilegal acarretou a obtenção dos pontos, os juízes não devem marcar os pontos.
Outras situações onde não se marca pontuação: Se o competidor ataca após o comando de kalyo dado pelo árbitro, se o competidor esta fora da área limite e aplica uma técnica no oponente que se encontra dentro, se o competidor aplica uma técnica em um oponente caído.


Procedimentos para o cartão amarelo:

• Um gam jeom deverá ser aplicado antes do cartão amarelo ser mostrado. Se um técnico age de forma indisciplinada, o árbitro deverá apontar para o técnico antes, depois aplicar um Gan jeom para o competidor. Após essas etapas, o cartão amarelo será mostrado ao técnico indisciplinado.
Se o técnico continuar com sua conduta indisciplinada, o árbitro deverá repetir o procedimento.
Se o técnico corrige sua conduta e se acalma, o árbitro continuará o combate com o comando “Kyesok”

• O cartão amarelo também pode ser usado após o combate ou entre rounds.
Se o combate tiver se encerrado, um gam jeom não será aplicado. O árbitro mostrará o cartão amarelo para o técnico ou competidor indisciplinado.
Logo após o ocorrido, um relatório deverá ser encaminhado ao delegado e ao diretor de arbitragem tão logo se encerre o combate.


Abaixo vídeos ilustrativos dos novos gestos e de algumas situações de pontos extras

 


Kyongo: Empurrar

 


Kyongo: Segurar

 


Kyongo: Evitando o combate

 


Kyongo: Ultrapassar a linha limite

 


Ponto extra

 

Estas e outras atualizações serão apresentadas no Seminário Estadual de Arbitragem 2015 da FESPT.

Mestre Ricardo Ogata
Coordenador de Arbitragem da FESPT
Árbitro Internacional de Kyorugi da WTF

Prêmios e Reconhecimentos

1. Personalidades
Autoridades, dirigentes, pessoas que se dedicam e apoiam o crescimento do taekwondo no estado de São Paulo
2. Galeria dos Campeões
Atletas paulistas que fizeram e fazem parte da história do taekwondo do estado de São Paulo
3. Prêmio Brasil de Taekwondo
Prêmio anual em reconhecimento aos técnicos e atletas que se destacaram durante o ano.